RCP: Luís Osório afirma que “quem não acredita não pode estar aqui”

Por a 17 de Julho de 2008

“Conto com todas as pessoas que acreditam no projecto da Media Capital para o Rádio Clube. Quem não acredita não pode estar aqui”. É esta a reacção de Luís Osório à notícia avançada pelo Correio da Manhã que dava conta da saída de João Adelino Faria, director-adjunto da estação, como reflexo de um mal-estar que estaria a vigorar no projecto e que já teria levado à saída de quatro jornalistas, sendo o caso mais mediático o de Ana Sousa Dias. Questionado pelo M&P, o responsável da estação não quis comentar as eventuais saídas de João Adelino Faria nem de Artur Cassiano – segundo o CM o director de informação já teria inclusive há dois meses apresentado a sua demissão, tendo sido dissuadido pela administração da holding – dizendo apenas a propósito da saída do director-adjunto da rádio que não recebeu nenhum pedido de demissão. Quanto ao abandono da estação pela antiga apresentadora do Janela Aberta, o responsável é claro em apontar as audiências do programa como motivo da saída desta profissional. “A Ana Sousa Dia foi convidada a sair porque o programa tinha as audiências mais baixas do Rádio Clube”, diz, referindo ainda “uma falta de adaptação notória ao meio rádio”.
De acordo com o último Bareme Rádio, referente ao segundo trimestre, o RCP tem uma audiência média acumulada de 1,4%, longe dos 4,5% da TSF, estação cuja audiência Luís Osório dizia, aquando do lançamento do projecto da Media Capital, querer superar no final do segundo ano. Questionado sobre se os resultados não poderiam ser igualmente um argumento de peso para o seu eventual afastamento, Luís Osório afirma apenas que “as regras do jogo são conhecidas por todos” estando o seu cargo “sempre à disposição da administração”. O M&P tentou obter um comentário de João Adelino Faria, Artur Cassiano e de Jordi Jordá, director-geral da MCR, o que não foi possível até à hora de fecho desta edição online.

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