A comissão de credores do extinto jornal O Independente rejeitou as ofertas apresentadas a leilão para a aquisição do título e a marca pelos valores serem pouco significativos, considerando existir “um valor potencial significativo futuro da marca e do título para serem vendidos juntamente”, defende Carlos Cintra Torres, administrador do processo de insolvência, citado pela Lusa.
O título foi a leilão a 9 de Maio com uma base de licitação de 150 mil euros, mas a proposta máxima obtida foi de apenas 1.100 euros. As marcas O Independente e Independente, avaliadas em 25 mil euros cada, foram licitadas por 600 e 200 euros, respectivamente. O Correio do Brasil, título associado avaliado em dez mil euros, recebeu uma proposta de compra de 200 euros.
Decidida a rejeição das ofertas, a comissão de credores determinou avançar para a negociação directa com grupos editoriais e financeiros, com base nos valores base já estabelecidos. As negociações serão feitas “não numa perspectiva de edição de um jornal em papel, mas na de deter a marca para um projecto mais vanguardista, virado para a área de multimédia e internet”, explica Carlos Cintra Torres, mandatado para liderar as negociações.