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Ano e meio de APECATE

30 de Maio de 2008 às 17:25:16, por Filipe Pacheco

Um ano e meio após a fundação da Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos (APECATE), fruto da fusão entre a Associação de Organizadores Profissionais de Eventos (AOPE), a Associação Portuguesa de Organizadores Profissionais de Congressos (APOPC) e a Associação de Empresas de Animação Cultural e de Turismo de Natureza e Aventura (PACTA), a avaliação feita pelos profissionais que se predispuseram a comentar a actividade da entidade é bastante positiva.Pedro Santos Costa, na qualidade de sócio e fundador da associação, realça o excelente trabalho que tem vindo a ser desenvolvido. Contudo, não deixa de salientar o longo caminho ainda a percorrer: “Se pensarmos que é um sector que representa um volume de negócios de muitos milhões de euros e que a figura de organizador de eventos não existe na nossa legislação, acho que está tudo dito. Há muito trabalho a ser feito, mas é essencial a existência da nossa associação pois temos que o mais breve possível credibilizar este sector, pois existem muitas empresas de ‘vão de escada’ que se dizem organizadores de eventos, sem qualquer qualificação e estrutura para o fazer, e que acabam por estragar bastante este mercado”, avalia.

Mónica Santana Lopes destaca, por outro lado, a tentativa que tem vindo a ser feita para que o sector seja mais respeitado: “A APECATE tem tentado representar da melhor forma este sector, tentando torná-lo cada vez mais profissionalizado e respeitado dentro dos vários sectores de mercado, tanto nacionais como internacionais”, sentencia.

Mas há quem aponte a abrangência do sector como um dos pontos a serem esclarecidos. É o caso de Hugo Nóbrega, ao dizer que o sector tem tanto de rico como de confuso. “Está a precisar de algum esclarecimento. Hoje em dia na APECATE temos desde empresas de banquete até empresas de aluguer de serviços, passando pelas empresas de organização de eventos”. Daí que o grande desafio passe por esclarecer o estatuto do organizador de eventos, ponto que, aliás, tem vindo a ser discutido nas reuniões na associação. “No fundo, o primeiro papel da APECATE foi o de tentar abrir-se ao mercado e perceber todo o potencial de empresas interessadas em participar na associação. Penso que agora terá de fazer algumas reparações em termos de áreas de negócio e da receptividade das empresas”, conclui.