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Media :: Noticias

Nuno Santos na SIC

21 de Dezembro de 2007 às 12:00:43, por Ana Marcela

Francisco Penim vai para a Impresa Digital"A nossa produção e emissão para 2008 e 2009 está definida. A grelha do primeiro semestre do ano integralmente fechada. A grelha do segundo semestre definida nos seus contornos gerais. Posso dizer que sei hoje que série documental estaria a estrear em Março de 2009…". Esta foi uma das mensagens de Nuno Santos, em comunicado enviado às redacções, anunciando a sua saída do cargo de director de programas da RTP (incluíndo canais internacionais e telemóveis). O responsável deixa a casa pública arrumada e muda-se a partir de Janeiro, para a estrada da Outurela, como director de programas da SIC, SIC Internacional, SIC Radical e SIC Mulher. Um anúncio põe fim aos rumores que circulavam no mercado e que davam como certo o regresso do antigo director da SIC Notícias ao universo Impresa.

A escolha de Nuno Santos surge poucas semanas depois de ter sido conhecida a nomeação de Ricardo Costa para director-geral adjunto da estação de Carnaxide, uma escolha justificada pela empresa como "um reforço das estruturas de gestão empresarial e de conteúdos, quer na área da programação quer na de informação". A nomeação foi entendida no mercado como sinal de que se preparavam alterações de fundo na área de programação, uma análise sustentada pelos resultados de audiências da estação que, cada vez mais, se afastavam da liderança prometida por Francisco Penim aquando da sua nomeação em Novembro de 2005. Penim, ligado ao grupo Impresa desde o final dos anos 90, mantém-se no grupo, assumindo a partir de Janeiro o cargo de director coordenador de conteúdos da Impresa Digital.

Recorde-se que Nuno Santos saiu do universo SIC num diferendo que o opôs a Emídio Rangel, relativamente à fusão das redacções da SIC Notícias e da SIC generalista. No braço de ferro, Emídio Rangel ganha o primeiro round, o que levou à saídas de Nuno Santos. Ricardo Costa, na época editor de política nacional, e Luís Marques, subdirector de informação, saem igualmente da estação de Carnaxide em discordância com Rangel. Luís Marques e Nuno Santos voltam a encontrar-se na RTP. É, aliás, a este último e a Ponce Leão que na hora do adeus, o ainda director de programas do canal público realça como "elementos-chave" que criaram "condições para inverter uma queda que parecia imparável por parte da televisão pública". A RTP, relembrou, tinha, em Setembro de 2002, 20,8% de quota de mercado, hoje tem 25,2%.. Mais, assegura, "até hoje nunca falhei um projecto e trabalho sempre para manter esse crédito". No acumulado do ano, até Novembro, a SIC estava três décimas apenas à frente da RTP.