
Se há empresa que está de parabéns pelo lançamento do novo conceito para promover Portugal é a LPM, que conseguiu, ao longo da semana que antecedeu a apresentação da imagem, despertar vários meios para o assunto. Até porque era necessário dar a conhecer a um grupo mais vasto de portugueses quem era o fotógrafo Nick Knigt que, oficialmente, terá cobrado 300 mil euros pelo trabalho, apesar de existirem rumores de que os honorários terão sido mais altos. Se Nick Knigt faz trabalhos para marcas de renome, seria capaz de criar umas peças de excelência para promover o país. No entanto, e agora que são conhecidas, as fotos não conseguem surpreender ninguém. A visão do fotógrafo, ao contrário, por exemplo, do trabalho que Candida Höfer apresentou há menos de dois anos sobre Portugal, não acrescenta nada à imagem do país. É que estão lá materializadas os tradicionais futebol, fado, as praias, as paisagens e, até, alguma melancolia.
O novo posicionamento para o país (Costa Oeste da Europa) está correcto. O oeste, colado à descoberta, ao Atlântico ou à inovação, é aliciante, mas tem de ser preenchido com outros elementos que não paisagens e famosos. Até porque, com uma campanha a arrancar em Lisboa e no Porto, mais parece estar ao serviço do governo, de forma a aumentar a sua popularidade após a cimeira UE-África e a assinatura do Tratado de Lisboa. Enquanto não é conhecida a sequência do Costa Oeste da Europa, só espero que esta não seja (apenas) uma forma de ajudar a Mariza a encher mais uns concertos no estrangeiro, de valorizar o passe de Cristiano Ronaldo ou de aumentar o próximo salário de José Mourinho. É que o país merece melhor.