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Público com resultados líquidos negativos de 4,18 milhões de euros

30 de Outubro de 2007 às 02:00:00, por Ana Marcela

23,61 milhões de euros é o volume de negócios que o Público apresenta nos primeiros nove meses de 2007. Um valor que, segundo o relatório e contas da Sonaecom referente ao terceiro trimestre deste ano, ontem enviado à CMVM, representa uma variação negativa na ordem dos 13,9% face a igual período do ano passado. Também na comparação trimestral os resultados do título saem a perder. De Julho a Setembro, o Público apresenta um volume de negócios de 6,96 milhões de euros, ou seja, diminui 14,8% face a igual trimestre do ano passado, período em que o diário registava um volume de negócios de 8,2 milhões. “Todas as linhas de receita decresceram face ao ano anterior: a redução das vendas de produtos associados de 42,1%, explicada pelo aumento da concorrência e pela saturação do mercado; a redução de 10,6% nas vendas de publicidade e, as vendas de jornal reduziram 3,6% comparativamente com o terceiro trimestre de 2006″, pode-se ler no relatório e contas. Quebras que colocam o volume de negócios das vendas de publicidade do título nos 2,98 milhões, o das vendas dos jornais nos 2,95 milhões e o das vendas de produtos associados nos 1,02 milhões, respectivamente.O EBITDA foi negativo em 1,55 milhões de euros, “o pior trimestre de 2007″, apresentando, “contudo uma melhoria de 52% face ao terceiro trimestre de 2006 que incluía provisões para indemnizações”. O título fecha os primeiros nove meses do ano com resultados líquidos negativos de 4,18 milhões, o que representa uma melhoria dos resultados líquidos em 37,6% face a igual período do ano passado.

“O Público continuou a ser pressionado por um mercado muito exigente e com uma margem de crescimento bastante restrita. Depois de completar o seu processo de reestruturação, com uma poupança visível ao nível dos custos fixos, e depois do relançamento do novo jornal, o Público continua a enfrentar dificuldades no crescimento das receitas, em particular das receitas de publicidade, que sofrem a pressão dos níveis de circulação por via da concorrência gerada pelos jornais de distribuição gratuita”, afirma Ângelo Paupério, CEO da Sonaecom, no relatório e contas. O responsável da Sonaecom deixa também um alerta no que se refere ao processo de spin-off da PT. “Continuaremos a estar vigilantes de forma a garantir que a planeada cisão da PTM da Portugal Telecom seja concretizada conforme os objectivos estipulados pelo Governo e pelas entidades reguladoras – uma separação total e verdadeira com órgãos sociais independentes, com uma base accionista claramente distinta da PT e com transparência no relacionamento comercial entre as duas empresas”, pode-se ler. “É também importante garantir que o concurso público para a atribuição da licença de televisão digital terrestre seja implementado de uma forma justa, que estimule a concorrência, e com claro benefícios para o consumidor”, refere igualmente o CEO da Sonaecom.