Carla Sanches acredita que no futuro o marketing alternativo vai ser alvo de grandes transformações. “Em resultado da banalização deste tipo de acções, da repentina inundação do mercado com produtos associados, a exigência dos leitores tornou-se cada vez maior e será cada vez mais difícil de corresponder”, garante a responsável da Impala, adiantando que isso vai obrigar a um redobrar de esforços em investimentos e pesquisa. Mas adianta: “Se em determinados momentos se verificou que o marketing alternativo foi usado para vender tudo menos publicações, julgo que nos próximos tempos, em virtude da maturidade dos leitores nesta questão, será mais refinado, perspicaz e menos vulgarizado”.A “lógica de mercado maduro”, segundo João Porto, já foi alcançada, mas o responsável de marketing do Público acredita que num futuro próximo esse “mercado vai estabilizar” cada vez mais. Por isso, daqui para a frente, o objecto de diferenciação será “o conteúdo do produto”.
Por seu lado, Paula Varela garante que as publicações terão que se adaptar a outro tipo de produtos. Pelo menos na área da informática, as revistas já estão a tirar partido das potencialidades geradas com o online, nomeadamente ao proporcionar aos seus leitores downloads através da internet.
Também Maria João Costa Macedo assegura que daqui para a frente os responsáveis do marketing têm que ser “criativos e arranjar soluções diferentes”, sendo cada vez mais importante associar o preço à qualidade. Prevê que o marketing alternativo tenha que se diversificar ainda mais, procurando sempre criar laços de interactividade com os leitores.
Em suma, “os produtos associados vão continuar a marcar presença nas publicações”, diz Domingos Amaral, que prevê, contudo, que estes se tornem cada vez mais baratos. Pelo menos no caso das revistas masculinas, acredita que “vão exigir menos dinheiro, mas sem chegar ao gratuito”.