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Media

Feminino vs. Masculino

24 de Outubro de 2007 às 13:35:14, por Meios & Publicidade

No Verão são chinelos, sacos e toalhas de praia. No Inverno passam a ser guarda-chuvas, malas e carteiras. Seja qual for a estação, as revistas femininas são as publicações mais dependentes do sistema de brindes e um título que não aposte em ofertas corre o risco desaparecer do mercado. O “brinde já faz parte da revista”, garante Maria João Costa Macedo, responsável pelo marketing de revistas como a Máxima, admitindo que isso já faz parte de um mercado que está “muito dependentes das ofertas”.Mas se as femininas estão totalmente dominadas pelo efeito brinde, tal realidade não se apoderou ainda das revistas masculinas. Desde a sua fundação que a Maxmen aposta na distribuição de produtos em over price, como são os livros de Kama Sutra, cartoons ou calendários mas rejeita o lançamento dos brindes porque, segundo o director editorial, Domingos Amaral, a revista não precisa. “O brinde é caro e a única vantagem que traz é aumentar a circulação”, explica. “Na situação em que se encontra o mercado masculino não é necessário gastar dinheiro em brindes para ganhar leitores”, afirma o director, observando com satisfação que “nas masculinas ninguém oferece nada”.

Considera que as revistas femininas “habituaram as suas leitoras ao brinde”, que assim se implantou definitivamente nesse segmento. Mas alerta que embora esses produtos possam fazer aumentar a circulação, tornam as revistas “menos rentáveis”, devido ao investimento acrescido: “Perdem dinheiro com os brindes”, garante.

Sobre este assunto, Paula Varela opina que “o público feminino é fã de tudo que vem nas revistas, enquanto que o público masculino não é tão influenciado pelo prémio”. Mas uma coisa é transversal: “os portugueses gostam de receber, tudo o que seja grátis é bem-vindo”.