Saltar o menu e ir para os conteúdos
Opinião :: Editorial

Se o leitor não vai ao jornal…

31 de Agosto de 2007 às 17:00:26, por Carla Borges Ferreira

 Carla Borges Ferreira

Vender jornais e revistas nos locais onde estão as pessoas. A ideia não parece especialmente inovadora, mas este ano foi concretizada de forma original pela Vasp que, em conjunto com quiosques algarvios, está a vender títulos ao lado das praias, que para além de nesta época estar cheias, estão apinhadas de pessoas que, não tendo nada de especialmente importante para fazer, terão certamente mais disponibilidade para em troca de um ou dois euros comprarem um jornal ou revista. Esta iniciativa seria pouco mais do que um fait-divers, não fosse a distribuidora estar a planear alargar a acção aos maiores centros urbanos, findo o período balnear.

De acordo com a generalidade dos editores, a distribuição constitui um dos maiores problemas da venda de jornais. No caso das revistas a situação não é tão grave até porque, e como nos explica esta semana em entrevista João Palmeiro, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa, a data de chegada ao leitor não é tão crucial e as caixas de correio suportam as dimensões dos títulos. Mas, no caso dos jornais, comprar um título ao fim-de-semana pode ser uma verdadeira dor de cabeça. Quem já tentou comprar um jornal ao domingo, na Avenida da Igreja, Príncipe Real ou São Bento, só para dar três exemplos de Lisboa, conhece a dimensão do problema. E o uso da palavra “problema” não é exagero. Pura e simplesmente, tabacarias e quiosques estão fechados. Não é que uma bicicleta/montra de jornais vá resolver os dramas do sector, mas para se poder ao fim-de-semana ir calmamente tomar o pequeno-almoço e ler o jornal, não basta que exista a pastelaria.

Durante o mês de Agosto, e como habitualmente, não vamos ter edição em papel. As notícias mais relevantes do sector continuarão a ser dadas diariamente no nosso site. Boas férias!