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Emprego & Formação

Experiência mostra fragilidades do jornalismo participativo

20 de Julho de 2007 às 17:00:08, por Maria João Morais

Uma das conclusões do Assignment Zero, projecto de Jay Rosen, foi que o jornalismo open source é difícilForam publicados esta semana pela primeira vez os resultados do Assignment Zero, um projecto de Jay Rosen (importante impulsionador do jornalismo do cidadão), produzido em colaboração com a Wired News, cujo objectivo consistia em fomentar a exploração do jornalismo participativo. Segundo Jay Rosen, professor na Universidade de Nova Iorque, o projecto pretendia “descobrir se um grande grupo de pessoas completamente dispersas, ao trabalhar em conjunto e de forma voluntária na internet, conseguiriam informar sobre algo que está a acontecer no mundo”, isto é, perceber até onde podia ir o jornalismo open source.

Das cerca de 80 histórias, entrevistas e ensaios produzidos pelos muitos participantes no projecto, a selecção final de doze artigos foi agora publicado no site da Wired, constituindo a conclusão de uma experiência iniciada em Março deste ano. O tópico para os artigos era o próprio modelo de crowdsourcing (neologismo que designa a atribuição de um trabalho habitualmente nas mãos de um empregado a um grande grupo de pessoas) e outras formas de colaboração online.

Curioso foi constatar que uma das conclusões a que o projecto chega é que o jornalismo open source é difícil. A luta contra as estruturas poderosas mostra-se complicada quando falamos de jornalismo participativo e a falta de apoio que limita o modelo de watchdog (os “cães de guarda” do jornalismo) foram algumas das fragilidades apontadas no artigo assinado por Anna Haynes.

Jay Rosen acaba por concluir também que não é fácil para um grupo grande de pessoas trabalhar em conjunto na internet sobre uma história que esteja a acontecer em vários lugares ao mesmo tempo. Mas ainda assim, o teórico faz notar que, com o projecto Assignment Zero, se consegue agora saber mais sobre o jornalismo participativo do que antes, uma vez que um dos objectivos era “testar se os métodos profissionais/amadores têm potencial”. Embora acredite que sim, Rosen admite que o modelo ainda não está bem explorado, mas entende que está “mais perto” dessa realidade.

Recorde-se que já anteriormente a Bayosphere, um projecto semelhante mas com fins lucrativos, impulsionado pelo teórico desta área Dan Gillmor, havia falhado nos seus objectivos