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Media

“Há lugar para informação económica mais abrangente”

28 de Junho de 2007 às 11:35:08, por Meios & Publicidade

alvaro mendonca e tiago cortez

Álvaro Mendonça e Tiago Cortez

Director e administrador do OJE

M&P 401 – 14 de Julho de 2006

M&P: Essas são as grandes diferenças entre o conceito editorial do OJE e o da informação económica já disponível?
AM: Há dois excelentes diários de economia, muito especializados. O que entendemos é que há lugar para um tipo de informação económica mais abrangente. Ou seja, primeiro ponto: direccionar o jornal para pessoas que não queiram estar só concentradas na economia das grandes empresas e do mercado financeiro. Segundo ponto: quem lê economia é simultaneamente um público urbano que não quer saber apenas de economia, mas também do seu estilo de vida, carreiras, imobiliário, automóveis, urbanismo ou bons restaurantes. Por isso, ao contrário dos outros jornais, que fazem uma aposta forte na política, entendemos apostar num mix de notícias, lifestyle e desporto. Além disso, em poucas páginas teremos mais notícias, faremos um aproveitamento mais racional do espaço. Não faria sentido entrar nas grandes opiniões, grandes análises, dossiers… Os jornais que existem são muito bons nisso. É o território deles. O nosso é manter as pessoas informadas, com notícias rápidas, porque as pessoas não têm muito tempo para ler.

M&P: Não correm o risco de o leitor-tipo do Diário Económico (DE) e do Jornal de Negócios (JN) desvalorizar um formato de informação como o OJE?
AM: Não. Se calhar o leitor-tipo do JN ou do DE não achará o nosso jornal tão exaustivo, mas achá-lo-á, com certeza, mais variado. E provavelmente o leitor desses jornais lerá no OJE notícias que nunca lerá no DE e no JN.

M&P: Procuram novos nichos de leitores?
TC: Queremos alargar o mercado, porque somos mais abrangentes e, se calhar, o mercado é muito maior do que aquele que já existe. E vamos procurar alargá-lo nos quadros médios e superiores, na medida em que os estudos da Marktest indicam que a totalidade desse mercado é superior a 800 mil pessoas, o que não se reflecte nas vendas dos económicos. No limite, é com essas 800 mil pessoas que queremos comunicar.