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Media :: Noticias

Sonaecom quer massificar IPTV

5 de Abril de 2007 às 12:36:00, por Ana Marcela

Cerca de um mês depois da apresentação do projecto de IPTV da Portugal Telecom, a Sonaecom deu a conhecer esta semana a sua oferta de serviços de acesso á IPTV, tendo como umbrella o portal Clix. “A diferença entre o nosso serviço e o da PT é que o nosso já está a funcionar”, clarificou Luís Reis, Chief Operational Officer (COO) da Sonaecom. A massificação do serviço foi, de resto, a palavra de ordem relativamente ao Clix SmarTV. Este assenta na banda larga ADSL2+, juntando ao serviço de acesso á internet e telefone, já disponível, um pacote de oferta de canais de televisão e de home video. Luís Reis explica o que motivou este novo passo do braço de telecomunicações do grupo Sonae. “Hoje já atingimos o máximo de inovação possível na ADSL2+. velocidade já não é um factor diferenciador. A partir de hoje um milhão de famílias poderão ter acesso a uma oferta ADSL de internet, telefone e um pacote base de 21 canais televisivos”, justificou o responsável.

A empresa estruturou a oferta de TV em quatro pacotes, permitindo ao utilizador criar a sua própria programação seleccionando os diversos canais disponíveis. 21 canais televisivos de forma totalmente gratuita é a oferta base que o Clix disponibiliza em Free (o que inclui os quatro canais generalistas e 17 internacionais), em Best of 45, o utilizador tem 40 canais fixos á sua disposição podendo adicionar mensalmente outros cinco á sua escolha. A mesma lógica, pacote básico mais canais á escolha do consumidor, foi seguida para o Best of 65 (56 fixos mais 10 á escolha) e Total (acesso a todos aos 100 canais de broadcast). Os valores destes pacotes oscilam entre os zero euros do Free e os 34,50 do Total. Aos pacotes base os utilizadores têm ainda a possibilidade de juntar canais premium por valores que oscilam entre 1 euro e 1,5 euros por canal. Do pacote de serviços premium ainda não fazem parte os canais Lusomundo. “Portugal ainda não é um país onde seja fácil ter acesso aos conteúdos”, comentou o COO da Sonaecom. “Ainda não temos os canais Lusomundo porque a Lusomundo ainda não está disponível para negociar”, acrescentou.

Esta aposta da empresa insere-se na sua política de expansão do acesso via banda larga. Em 2006 a Sonaecom atingiu uma quota de mercado de 9%, o que representou um crescimento de 80% nesse segmento. Em 2006, a empresa investiu cerca de 31 milhões de euros “em rede, sistemas e conteúdos e, para este ano, os níveis de investimento são sensivelmente os mesmos”, revelou Luís Reis. Em termos de crescimento neste segmento, a fasquia está colocada na ordem dos 20%, “sendo esta oferta de televisão o best actor in a supporting role (Melhor Actor num Papel Secundário)”. O foco é o crescimento em banda larga”, frisou. Quando instado a precisar previsões de crescimento, o responsável foi parco em informação. “Não partilhamos objectivos de cobertura do pay tv per si”, diz.

O novos serviços serão acompanhados por uma campanha multimeios desenvolvida pela Grey Portugal. A campanha que mantém a assinatura da marca – Grandes Ideias Fazem Clix – passou pela criação de um novo packaging e por mais de 20 filmes e mais de 15 spots de rádio. A estratégia distingue-se pelo facto da Grey ter criado anúncios direccionados para breaks ou secções específicas de jornais ou revistas, para surgirem, por exemplo, no intervalo de um jogo de futebol, de uma comédia ou de uma zona de classificados no jornal. Os valores de investimento da campanha permanecem no segredo dos deuses. Quando questionada sobre a matéria, Inês Valadas, administradora do Clix, responde: “Não vamos revelar nem a duração, nem o investimento desta campanha.”