Afinal, o sol já espreita!

Por a 22 de Fevereiro de 2002

As previsões são cada vez mais difíceis de fazer e a estabilidade é coisa do passado». É esta a opinião de Fernando Cruz, CEO do grupo Media Planning, quando questionado sobre o fim, ou não, da crise em Portugal. A ele juntam-se mais seis nomes, seis personalidades ligadas, directa ou indirectamente, ao sector da comunicação, e que deram a sua opinião sobre este tema num trabalho publicado nesta edição: Francisco Pinto Balsemão, Susana de Carvalho, Diogo Mendonça, Francisco Xavier Amaral, Jorge Pereira da Costa e Henrique Lopes.

A todos questionámos o mesmo. Afinal, a crise acabou ou, se não, quando chega ao fim? Apesar de as opiniões diferirem no estilo apontam para o mesmo sentido no conteúdo: 2002 não vai ser

um ano para grandes festas. Só no próximo ano é que os investimentos publicitários deverão voltar aos índices registados em 2000.

Mas não é só o nosso painel que tem esta opinião.

O Financial Times publicou, esta semana, um artigo segundo o qual, e de acordo com previsões do grupo WPP, a receita global da indústria publicitária deverá permanecer estável durante este ano. O jornal britânico adianta ainda que, em 2003, o mercado registará um «crescimento modesto».

Mais opiniões apontam neste sentido. Na última conferência anual das agências de publicidade norte-americanas, que teve lugar esta semana, os analistas financeiros presentes estavam bastante optimistas quanto a esta questão. A grande maioria considera que esta indústria está a recuperar gradualmente e que o pico será atingido no final deste ano.

Boas notícias para o sector. Apesar de 2002 estabilizar na crise, a situação não vai piorar. E se ainda tem dúvidas, um relatório da instituição financeira UBS Warburg estima que no terceiro trimestre deste ano o mercado publicitário português registará um crescimento (ao contrário do que aconteceu no princípio do ano em que, segundo o mesmo relatório da UBS, o mercado nacional registou uma quebra de 2,5%).

Uma convergência de opiniões que parece não deixar margem para dúvidas. As nuvens negras ainda ensombram o sector da comunicação, mas já podemos vislumbrar uma luz ao fundo do túnel. Afinal, o sol já espreita.

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