Por um punhado de escudos

Por a 16 de Março de 2001

“O Independente” foi vendido a um grupo de investidores liderado por Inês Serra Lopes e Vítor Cunha. O valor envolvido mantém-se no segredo dos deuses

Já é oficial: “O Independente” foi vendido e o comprador é um grupo de dez investidores liderado por Inês Serra Lopes e Vítor Cunha, respectivamente antiga directora (entre 1998 e 2000) e actual director-adjunto deste semanário, até agora detido pela SOCI – Sociedade de Comunicação Independente SA. A empresa que o adquire, liderada por estes dois jornalistas, denomina-se Independente Global SA e a maior parte do capital envolvido pertence á equipa responsável pela gestão, «sendo o restante montante subscrito por acionistas em pequenas quantidades», conforme adiantou a jornalista em declarações ao “Diário de Notícias”.

O grupo de proprietários inclui nomes como o de Paulo Pinto Mascarenhas, Pedro Ferraz da Costa e Manuel Alfredo Melo, além de «outros empresários que nada têm a ver com a comunicação social», bem como a presença da Digal, empresa conotada com o sector do gás natural. Quanto a Miguel Esteves Cardoso, que irá abandonar as suas funções de director, foi já convidado para colaborador, «mas os moldes da sua participação «estão ainda por definir».

Inês Serra Lopes acrescentou ainda estarem a ser realizados diversos contactos para que se proceda a uma avaliação efectiva do négócio, uma vez que o título foi adquirido «por um preço simbólico».

Num lacónico comunicado emitido quarta-feira passada, além de oficializar aquilo que há muito constava, a SOCI agradece «a colaboração prestada por todos quantos ao longo dos anos participaram no projecto».

O semanário “O Independente” está nas bancas desde Maio de 1988, tendo tido vários directores tais como Paulo Portas (actual líder do Partido Popular), Isaías Gomes Teixeira (administrador da SOCI) Constança Cunha e Sá (editora de política da TVI) ou o já referido Miguel Esteves Cardoso.

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