Compras online já geram milhões

Por a 16 de Março de 2001

A Vector21.com acaba de apresentar o 3º Relatório sobre as Lojas Portuguesas na Internet, estudo efectuado com o apoio da Unicre e que revela que a segurança não é o principal problema

O principal problema do comércio electrónico em Portugal «não é a segurança, mas sim a forma como estamos a utilizar a internet.» Quem o afirma é Luís Novais, administrador do grupo Vector21.com e um dos apresentadores do 3º Relatório Unicre/Vector21.com sobre as Lojas Portuguesas na Internet em 2000, que contou ainda com a presença de Amadeu Paiva e João Rafael Nunes, respectivamente director-geral e director do departamento de comunicação da Unicre.

O estudo, baseado na análise exaustiva de todas as lojas indicadas no Sapo, portal português com maior número de referências na classificação “compras online”, revela que, no ano passado, «houve um crescimento de 345% de iniciativas de comércio electrónico no nosso país, assim como cresceu significativamente o número de lojas inseridas em centros comerciais virtuais, embora o peso relativo da oferta se tenha mantido». Por outro lado, e ainda segundo o documento apresentado, verifica-se uma elevada diversificação da oferta das lojas electrónicas, com especial incidência para a associada a produtos femininos. Em 2000, «registou-se um total de 2 milhões de contos em compras, dos quais cerca de 70% foram efectuadas por estrangeiros», refere o responsável pela Vector21.

Pela negativa, o relatório revela que «a maioria das lojas virtuais não aposta em estratégias potenciadoras do relacionamento com os consumidores online». Para minimizar esta questão, Luís Novais aconselha os responsáveis pelas lojas a «estabelecer uma melhor relação com o consumidor e a perceber quais as verdadeiras potencialidades da internet como ferramenta». O administrador da Vector12 acrescenta que «a internet nada trouxe á sociedade de informação, embora tenha revelado um outro potencial: a interactividade, que é o que a diferencia dos meios tradicionais».

No final da apresentação, Luís Novais deixou alguns conselhos ao comerciante digital português, nomeadamente «a necessidade de desenvolverem sites leves e ergonómicos, estratégias de transmissão de confiança, de tornarem o processo de compra mais fácil e transparente e de se prepararem para o UMTS, televisão digital e para a sociedade de relacionamento».

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