O preço justo da qualidade

Por a 5 de Janeiro de 2001

Numa disputa legal queremos a melhor defesa, quando adoecemos procuramos um médico reconhecido, na formação académica optamos, sem dúvida, por uma universidade conceituada.

São aspectos decisivos da vida pessoal que não queremos, nem podemos, descurar.

Nas empresas, tal como na vida pessoal, muitos são os vectores a considerar para transformar as metas traçadas em objectivos tangíveis. Num cenário de globalização e competitividade crescente, a comunicação empresarial tem vindo a conquistar o seu lugar, sendo hoje reconhecida como uma ferramenta de marketing autónoma e eficaz.

É por isso natural que, quando se trata de planear estrategicamente a comunicação de uma empresa, gestores e marketeers procurem parceiros fiáveis, experientes, reconhecidos, conceituados.

A questão decisiva é: quem são eles e como fundamentar a escolha deste parceiro?

É para ajudar a encontrar resposta a esta questão que refiro os principais critérios: o preço e a qualidade.

O preço de quem tem por objectivo ganhar clientes a qualquer custo. De quem coloca em jogo a imagem das empresas com que trabalha pela ausência de qualquer estratégia, de quem utiliza instrumentos de comunicação desconexos de qualquer planeamento, de quem os vende a preços de saldo, em nada abonatórios para os seus profissionais ou para a sua actividade.

A qualidade de quem se posiciona como parceiro estratégico dos seus clientes, de quem aposta em trabalhar de forma proactiva, em diagnosticar o mercado, em analisar as ameaças e oportunidades, as forças e fraquezas, em desenvolver estratégias e metodologias de acção e avaliação. A qualidade de quem não se desvaloriza nem desvaloriza os seus profissionais.

Como um bom médico ou um bom advogado, uma boa agência de comunicação tem de ser valorizada.

A factura a pagar pelo baixo preço é, quase sempre, inversamente proporcional á esperada. A inércia, a inexperiência (somos um mercado jovem), as deficiências de formação (uma realidade no nosso país), o alheamento perante as oportunidades do mercado, a falta de acompanhamento e, em última análise, os resultados, levarão certamente a questionar a opção preço.

E além do tempo e dos recursos perdidos, das mais-valias que não chegaram, a opção preço comporta ainda um risco maior: o de ter criado nos diversos públicos-alvo da empresa ou da marca uma imagem errada, dissonante e ineficaz. Uma imagem cuja alteração exigirá o dobro do tempo e dos recursos.

É por isso que afirmo: a qualidade tem um preço. Um preço justo.

Porque um serviço de qualidade exige bons profissionais, formação, “seniority”, capacidade de aconselhamento e decisão, estou convicta de que vale a pena pagar o preço justo para encontrar um parceiro estratégico, um consultor especializado e não apenas um fornecedor.

Se os gestores e marketeers já reconhecem a importância da comunicação empresarial, já lhe dedicam um budget autónomo e já confiam num parceiro especializado, resta-lhes agora procurar a qualidade… ao preço justo.

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