Chegou ao mercado com um posicionamento bem definido. Na FX, a ideia é vender primeiro as pessoas e depois o equipamento
A Fotograma X, serviços audiovisuais é o nome da nova empresa de pós-produção de vídeo que na semana passada “invadiu” o mercado. “A Invasão” foi o nome dado á história de banda desenhada que os sócios da pós- -produtora – Paulo José, José Braga e Francisco Lopes – produziram para apresentar a empresa ao mercado. Uma história que, em breves palavras e imagens, destaca a missão da FX: eliminar do planeta “Spot” todas as pós-produções difíceis, livrar o planeta das “edições daninhas” e libertar os publicitários através de “contratos e condições de serviço imbatíveis”. Tudo começou quando José Braga e Paulo José se conheceram na Alturas Vídeo, que após a fusão com a Casa das Máquinas deu origem á CEE. «Conhecemo-nos na pós-produção e achámos que agora poderia ser a altura certa para constituir uma empresa de pós-produção com uma filosofia diferente, em que os operadores possam ajudar os realizadores na forma de filmar ou na escolha do próprio equipamento», explica José Braga, editor de imagem da FX. Esta era então a ocasião certa para lançar no mercado uma empresa «dedicada, em grande parte, á pós-produção na área da publicidade», acrescenta Paulo José, compositor de imagem e de efeitos gráficos da FX. Paulo José não exclui, porém, a hipótese de alargar a actividade da FX a outras áreas como a montagem de programas ou a televisão, nomeadamente genéricos. Com uma base totalmente digital, a FX conta ainda com Francisco Lopes, que assume na empresa a responsabilidade pela gestão e contacto. «Temos capacidade para fazer efeitos especiais, que podem ser aplicados em filmes, e trabalhamos com um sistema muito bom ao nível da composição e montagem: o Jaleo», explica Paulo José. A FX integra também uma outra empresa denominada Mónica e o Desejo, onde, através de um software Maya, Pedro Morais trabalha a área de 3D. Tendo já efectuado trabalhos para as produtoras Lisboa Capital e Tangerina Azul, na FX a ideia «é vender as pessoas primeiro e vender o equipamento depois», remata Paulo José.