Who quer talentos

Por a 5 de Novembro de 1999

Seis meses de gestação deram á luz uma nova agência. A Who actua em áreas como a fotografia, a moda ou o design, onde descobre e valoriza talentos

“A Who és tu”. É este o slogan de uma nova agência de talentos que pretende colmatar as necessidades do mercado da comunicação. A empresa, que funciona como uma agência de casting de talentos (free-lancers), actua em áreas como o design, fotografia, ilustração, new media, moda, vídeo e música, de forma a que os clientes encontrem profissionais de qualidade. De acordo com Ema Barbara, directora executiva e uma das responsáveis pelo projecto, «o conceito por detrás da Who é muito moderno no mercado português. Vamos valorizar os criadores e trazer para a agência os melhores talentos. O objectivo é ter um posicionamento premium». O projecto começou a tomar forma há cerca de seis meses e surgiu da necessidade de profissionalizar os apoios aos trabalhos de qualidade. Segundo Filipe Gill, consultor estratégico da Who, «por vezes as empresas têm projectos pontuais e necessitam de recorrer a estruturas externas. A Who não só vai proteger e promover os seus agenciados como responsabilizar-se pela qualidade e fiabilidade perante os seus clientes». E acrescenta que «na Who o cliente encontra a pessoa para o projecto certo». Com a criação desta agência, os seus responsáveis afirmam estar a fornecer ao mercado uma garantia de que podem chegar á pessoa certa, tendo toda uma estrutura por detrás que responde por ela. Se, por um lado, fornecem os mecanismos de protecção que os clientes gostam de ter, por outro, libertam os criadores de forma a canalizarem as energias para os seus trabalhos. Ema Bárbara adianta que «a Who vai promover os nomes e trabalhos dos seus agenciados, porque uma das nossas prioridades é valorizar o indivíduo». Para se ser agenciado da Who apenas é necessário demonstrar talento, mesmo que não se seja muito credenciado. Aliás, de acordo com os seus responsáveis, «um dos objectivos da Who é também identificar talentos: potenciá-los, desenvolvê-los e vender as suas competências ao mercado», explica Filipe Gill. No que respeita aos orçamentos e mais-valias que a Who possa trazer, garantem que o gerar de um certo volume de negócios vai permitir que a agência tenha a sua comissão sobre os trabalhos, que os seus agenciados tenham mais trabalho e os clientes usufruam de bons preços. Para Ema Bárbara, «todos ficam a ganhar. O objectivo é crescer pela qualidade e não pela quantidade». Se a concorrência surgir, a responsável espera que «a Who seja conhecida não só como a primeira, mas também como uma referência em termos de qualidade».

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