Bareme Imprensa – 3º Relatório 1999

Por a 14 de Janeiro de 1999

Francisco Costa Pereira Director de Research – Carat Portugal

No relatório Bareme Imprensa (3ºRelatório – Set a Dez/99), os dados apresentados apontam para uma ligeira descida dos valores quando comparados com o período homólogo de 1998. Não poderá haver uma comparação directa dos valores percentuais pois os universos estudados eram diferentes: em 1998 eram 7.525.000 indivíduos e em 1999, por força de uma actualização por parte do INE dos dados do concelho da Amadora, registamos 7.528.000 indivíduos com 15 ou + anos. Tendo em conta que existe duplicação nestes valores, pois um mesmo indivíduo poderá referenciar ter contactado (ler ou folhear) mais do que uma publicação ou suporte, verificamos uma variação de 21.574.175 (Set a Dez/98) para 20.927.840 (Set a Dez/99): -3% (excluindo os suplementos e revistas de diários e semanários, pois estas não podem ser adquiridas individualmente). Por outro lado, verificamos ainda um acréscimo, em número de oito, das publicações referenciadas no estudo, passando de 101 (em 1998) para 109 (em 1999). Vêem-se surgir novas publicações nos segmentos de lazer, turismo e viagens, revistas sobre saúde, revistas com temas de actualidade, revistas de informática e revistas de lavores, o que leva a uma fragmentação das audiências e, consequentemente, um decréscimo em algumas publicações. O fenómeno da Internet e a veiculação de publicações no formato online parece estar a afectar nomeadamente os jornais diários e semanários, pois encontramos algumas publicações nestes segmentos em formato papel e em online “Público”, “DN”, “JN”, “Expresso”, “Record”, “O Jogo”, “Euronotícias”, etc…), e só em formato online (“Diário Digital”, “Jornal Digital”), o que poderá levar a uma migração de leitores do formato papel para o formato online. Mas esta conclusão só a poderemos ter quando o estudo de audiências existente em Portugal sobre a Internet (Bareme Internet – Marktest) questionar os indivíduos sobre a eventualidade de deixarem de ler jornais em papel e passarem para o formato electrónico. Esta quebra de audiências penalizará as publicações, pois os custos por cada mil contactos (investimento a dividir por milhares de contactos) verificados no final do ano de 1998 não são atingidos no ano de 1999, levando a uma maior % de desconto ao nível das negociações no sentido de se manterem as performances atingidas.

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